domingo, 24 de abril de 2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016






Queque de Laranja e Cenoura



Queque de Laranja e Cenoura

Ingredientes

  • 1 laranja inteira
  • 2 cenouras raladas
  • 1 chávena de chá de azeite
  • 1 chávena de chá de geleia de arroz
  • 1 tigela de sopa de farinha branca de trigo espelta
  • 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres de sopa de sementes de chi
  • 1 pitada de sal
  • 50 gramas de nozes partidas
  • 1 colher de chá de canela em pó

Confeção

Lave a laranja, parta em quartos e coloque num copo para triturar, junte a cenoura ralada, o azeite e a geleia, Reduza a puré com a varinha magica, ou se tiver numa liquidificadora.
Num taça coloque todos os restantes ingredientes e aos poucos deite o preparado obtido pela trituração.
 Envolva bem todos os elementos até obter um creme.
Forre as formas para queque com papelinhos. e leve ao forno durante 30 minutos aproximadamente, a 180 graus.
Os seus queques ficarão uma delícia, que poderá acompanhar com chá três anos, ao som de uma obra de Bach.
Deste modo adoçará o seu corpo e a sua alma e no final terá seguramente a sensação de estar nutrida, preenchida e duplamente feliz. 
Não apenas pelo que comeu, mas por tudo o que o seu corpo absorveu.
Todas as refeições deveriam ser acompanhadas por música, sem palavras, somente o som, a envolver a atmosfera.
Experimente. A receita e a sugestão.

Natália Rodrigues 








quarta-feira, 6 de abril de 2016


Estaremos no Festival HerbFest em breve no Monte Mariposa, a cozinhar ideias com ervas frescas e temperos mágicos.
Quer juntar-se a este festival?
Nós acreditamos que sim.
Natália Rodrigues 
Maria do céu
Aguardamos por vós.

segunda-feira, 28 de março de 2016

O  Pão da Ida



O mais interessante em ter um Blog é sem dúvida a partilha.
Levar o que sentimos, o que fazemos até aqueles que não sabemos se algum dia iremos conhecer.
Partilhar as minhas coisas e partilhas as coisas que não são de ninguém.
É isso que hoje sinto vontade de fazer.
A Ida é uma amiga, e quando o que sentimos é grande, qualquer palavra parece pequena para exprimir o que representa para nós.
O que importa é que hoje a Ida presenteou-me com este maravilhoso pão, o qual poderá ser degustado por todos vós, já que com a sua autorização deixo a receita.
Enquanto falávamos sobre o pão e sobre o que nos alimenta, surgiu-me uma frase, não fui eu que a "cozinhei" mas foi em mim que as palavras encontraram forma para se expressar.
"Fazer pão é engravidar a farinha"
É acrescentá-la. É transformá-la.
Fazer pão é uma arte e como todas as artes, se for feita com amor "fermenta" melhor.

Pão da Ida (com amor)

Receita 
1 tigela da sopa de arroz integral cozido
1 tigela de farinha branca de centeio
1 tigela de farinha de trigo espelta
2 colheres de sopa de sementes de papoila
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
1 pitada de sal
1 saqueta de fermipan (ou outra levedura)
água

Confeção
Coloque as farinhas numa taça, junte o arroz e as sementes. Desfaça o fermento em água morna e adicione aos restantes ingredientes, misture tudo. Junte água  morna aos poucos, até obter uma massa que não coloque à mão. Amasse durante alguns minutos (5).
Unte uma forma com um fio de azeite, polvilhe com farinha e coloque a massa dentro da forma.
Embrulhe com uma manta e deixe em lugar morno durante 2 a 3h para levedar.
Após esse tempo leve ao forno pré aquecido a 180g durante 30 minutos aproximadamente.
Pode variar as sementes e as farinhas.
O arroz integral cozinhado dentro do pão,dá-lhe humidade e ajuda na digestão.
O pão da Ida dá vida.

Natália Rodrigues



quinta-feira, 17 de março de 2016

Do prato elaborado no Workshop  na Mania da Cozinha (Funchal), partilho a receita:

 Creme de Tofu com manjericão no forno


Ingredientes:
  • 500g de tofu
  • 10 folhas de manjericão
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa de shoyu
  • 1 colher de sobremesa de mostarda
  • 1 pitada de sal
  • 2 dentes de alho
Confeção 

Coloque o tofu dentro de uma taça, amasse com as mãos, durante o processo seja delicado, seja alegre, faça-o com confiança e entrega, enquanto amassa o tofu, a flora microbiana da sua pele mistura-se com ele, e isso fará a diferença do seu prato, para outros em que a mesma receita será elaborada por outras mãos.
Adicione todos os temperos e use a varinha mágica para fazer a magia de tornar o tofu em creme. 
Prove, o seu paladar dirá se necessita de mais sal, de mais sabor ou de outro tempero. 
Pode substituir o manjericão por coentros, hortelã, salsa, cebolinho ou outra erva aromática da sua preferência.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e coloque o creme no seu interior, alise com uma colher humedecida, regue com um fio de azeite por cima e leve ao forno a 180 graus, durante 20 minutos aproximadamente.

Bom apetite!

Natália Rodrigues 





sábado, 12 de março de 2016

Workshop Mania da Cozinha
Madeira


Estar na Ilha da Madeira para mim é estar na minha terra. Este lugar representa um tempo e um espaço capaz de acalmar os anseios do meu coração.
Lá "cozinho" com  alegria. Posso fazê-lo em qualquer lugar, porque quando fazemos o que somos o lugar ganha outra dimensão, mas há lugares e pessoas que têm o dom de desembrulhar o melhor que há em nós, e a Ilha da Madeira é um desses lugares.
Ficam algumas fotos da nossa aula, depois virão as receitas.
Se ainda não consegues esta ilha, marca na tua agenda como próxima viagem, verás que nenhum homem é um ilha, quando se encontra nesta ilha, onde as pessoas são uma morada sempre disponível para nos receber.

Natália Rodrigues


A Nossa sopa à luz da vela ecológica (do Miguel Araújo)



A alegria de cozinhar



A nossa Mesa



O Nosso prato completo



quarta-feira, 2 de março de 2016


Sobremesas

Tudo o que deixa memórias de prazer na nossa mente, torna-se parte integrante das nossas recordações. Torna-se parte presente do nosso presente.
Se inunda o nosso corpo com o tempero do prazer, ficará para sempre (enquanto formos o que somos) na pasta das boas memórias. O que mais nos marca, são as recordações cujas emoções, ocuparam a cimeira dos nossos sentimentos.
Dor e prazer são tatuagens do corpo emocional, com grande capacidade de nos influenciarem.
Quando sentimos um desejo forte de comer uma sobremesa, é inteligente procurar algo com qualidade, mas não esquecer que tem também de possuir sabor.
Se acaso tentarmos obter da sobremesa aquilo que consideramos saúde, o que poderá acontecer, é repetirmos a quantidade, apoiados na ideia de que isso não nos prejudicará.
Se procuramos ter um momento de prazer, a melhor opção (penso eu) é comer  algo que seja de qualidade, mas que não perca o cariz de uma sobremesa: ser leve e saborosa.
As farinhas integrais nem sempre são as mais indicadas para confecionar sobremesas,  já que podem originar sobremesas pesadas e maçudas.
O equilíbrio das suas refeições e da sua vida, está naquilo que faz com maior frequência. As sobremesas são uma pequena parte da vida, e representam momentos de prazer.
É  importante que depois de consumir esse "momento" possa dizer: "Estou bem, não preciso de mais nada."
Quando atingimos um certo patamar da escada da nossa evolução, já não precisamos de momentos de prazer, seguramente teremos prazer com todos os momentos, mesmo os amargos.
Nessa fase saberemos separa-nos das coisas, e até do que sentimos, tal como a clara se separa da gema e depois de batida se torne leve apesar de dizermos que fica em castelo, nós também saberemos elevar-nos aos acontecimentos e aos sentimentos, até lá sintamos o prazer de uma sobremesa saudável, sem precisamos empanturrar-nos com ela.
Tudo o que sabe muito bem, só se pode comer um pouco.
Tal como os bons perfumes, as coisas muitas boas são servidas em pequenas quantidades, para que não nos viciemos.



Bolo de maçã e canela

Ingredientes
  • 3 maças cortadas aos quadradinhos
  • 2 chávenas de chá de farinha de trigo branca 
  • 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 chávena de chá mal cheia de azeite
  • raspa de 1 limão
  • colher de sopa de canela
  • 1 chávena de chá de geleia de arroz
  • 1 chávena de café de leite de arroz
  • 1 pitada de flor de sal
  • natas de aveia para decorar 

Confecção

Coloque o azeite, a geleia e o leite num copo, emulsione com a ajuda da varinha mágica e reserve.
Numa taça coloque a farinha, o sal o bicarbonato, a canela e as maçãs. Junte o creme obtido da emulsão, misture bem, se a consistência estiver muito grossa, adicione um pouco de leite para a tornar mais fluída.
Forre uma forma com papel vegetal, unte-o com um fio de azeite e verta sobre ele o preparado. Leve ao forno pré aquecido a 180 graus, durante 30 minutos aproximadamente.
Coloque o pacote das natas no frigorífico durante 2h e verta por cima das fatias do bolo ao servir, polvilhe com canela.
Mastigue devagar, o sabor só está presente enquanto mastigar, não engula, deguste primeiro.
Seja feliz, a maçã e canela são dois óptimos ingredientes para fortalecer a felicidade.

Natália Rodrigues


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016




Tarte de Legumes


Ingredientes 

  • 2 cenouras
  • 1 curgete
  • 2 cebolas
  • 1 pimento vermelho
  • alho
  • pimenta preta
  • sal
  • shoyu
  • azeite
  • oregãos 
  • natas de aveia 
  • 2 colheres de sobremesa de amido de milho
  • farinha de trigo branca
  • água
  • e uma mão cheia de apetite
Confecção
Massa
 Coloque 200g de farinha de trigo numa taça, junte 1 chávena de chá de azeite, uma pitada de sal, 1 colher de chá de oregãos e 3/4 de 1 chávena de chá de água. Comece por juntar a farinha o sal e os oregãos com o azeite, deite aos poucos de modo a formar uma massa areada, que forme bolinhas como se fosse areia da praia, junte devagar a água, até obter uma massa que não coloque às mãos, capaz de poder ser estendida. Reserve tapada com um pano
Recheio: Pique a cebola, coloque azeite num tacho e adicione a cebola com uma pitada de sal, acrescente o pimento cortado aos quadradinhos, a cenoura ralada na parte mais larga do ralador, e a curgete cortada em quadradinhos, tape o tacho e deixe os legumes cozinharem na sua própria água durante 10 minutos. Ao fim deste tempo acrescente as natas de aveia com o amido de milho desfeito, a pimenta preta e salpique com uma gostas de shoyu e 2 dentes de alho ralados, envolva bem e apague.
o recheio deve arrefecer até à temperatura ambiente. estenda a massa e forre um tabuleiro ou tarteira, depois de o untar com um fio de azeite e um pouco de farinha, coloque o recheio no interior e volte a cobrir com a restante massa, pique com um grafo e regue com azeite por cima, leve ao forno pré-aquecido a 180 graus, durante 20 minutos aproximadamente, a meio da cozedura volte a regar com azeite a massa e no final também para obter uma textura estaladiça.
sirva com uma salada de legumes crus e arroz integral simples.
É simplesmente uma delicia..


Natália Rodrigues 



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Mousse de Amêndoa 

As amêndoas são recomendadas para equilibrar diversas áreas do nosso corpo, uma delas é a memória.
Demolhar amêndoas e come-las de manhã parece ser uma excelente prática para reforçar os minerais que o cérebro necessita para poder funcionar bem.
 O importante para começar será não nos esquecermos de comer as amêndoas...
Ter boa memória é algo que muitos anseiam, mas é importante realçar que uma boa memória é aquela que nos permite esquecer o que não precisamos recordar.
Na minha humilde opinião o cérebro é um órgão que necessita muito de amor, prazer e divertimento, só alguém com um coração feliz pode ter um cérebro pleno.
Até lá vamos comendo amêndoas entre outras coisas, para que não nos faltem os nutrientes essenciais ao seu bom funcionamento.

Mousse de Amêndoa
ingredientes


  • 1L de leite de amêndoa
  • 1 colher de sopa de agar-agar
  • 1 colher de sopa de amido de milho
  • geleia de arroz a gosto
  • 100g de amêndoa moída
  • raspa de 1 limão
  • 1 pau de canela
confecção
Coloque o leite ao lume com  casca de limão, 1 pau de canela, a agar-agar, a geleia e o amido de milho previamente desfeito num pouco de leite, mexa sempre até atingir a fervura.
 Depois de ferver deixe cozinhar durante 10 minutos, retire a casca de limão e o pau de canela e coloque num tabuleiro para arrefecer até que solidifique. Volte a colocar tudo dentro da panela, triture com a varinha mágica, moa as amêndoas com casca e junte o resultado ao creme obtido, coloque em taças individuais sirva com uma amêndoa em cima.
Bom apetite e boa memória e lembre-se de se esquecer do que não preenche e apenas enche.

Natália Rodrigues Porto







sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Primavera

Quando o Inverno se aproxima do fim, o corpo sabe o que precisa para se ajustar ao novo ciclo, à nova estação.
Em consequência podemos ter febre, tosse, muco nasal, dores de garganta, alergias, constipações, erupções e tudo o mais que seja necessário para o seu equilíbrio.
O corpo à semelhança do nosso planeta, também tem estações.
Cada estado emocional é uma espécie de estação.
Li um dia uma definição de saúde que chamou particularmente a minha atenção:

"A saúde resulta da harmonia entre o que pensamos, o que dizemos e o que fazemos"

Os três planos mais conhecidos da nossa existência: Mente, (penso), corpo (faço)
 e espírito (a palavra).

Quando pensamos e não dizemos, dizemos e não fazemos, o corpo entra num estado confuso e a confusão faz-nos perder energia.
Neste fim de Inverno, perscruta o que sente o teu corpo, se ele está a mostrar necessidade de se ajustar, observa que movimento é por ele escolhido: Contracção? ou Expansão? Yang ou Yin.
O corpo sabe sempre o que é o melhor para ele, escuta-o e sente.
A Primavera é uma estação de abertura, abre-te desde já a este movimento de libertar o que te prende.

Natália Rodrigues

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Os Fritos aquele sabor irresistível...


Quem é que não aprecia de vez em quando um frito?

Podemos consumi-los se gerirmos a quantidade, e a regularidade com que o fazemos.
O Millet frito cria uma capa que não permite a absorção do óleo da fritura. Se abrirmos o croquete não encontramos vestígios de gordura. Deste modo o crocante da sua capa exterior sacia o nosso desejo sem que o excesso de óleo prejudique a nossa digestão.
Experimente. Tudo na vida precisa ser gerido, "conta, peso e medida" são factores essenciais para o nosso equilíbrio.


Croquetes de Millet (5 pessoas)

Ingredientes

  • 1 Chávena de chá de Millet
  • 3 chávenas mal cheias de água
  • 1 cebola
  • sal
  • 1 deite de alho
  • coentros
  • salsa
  • 2 colheres de sementes de sésamo tostadas
  • 2 colheres de sobremesa de vinagre de ameixa
  • azeite
confeção
Coloque o Millet a cozinhar com a cebola, o sal, o azeite e a água, após a fervura (cuidado que este cereal ao ferver verte imenso), conte 15 minutos mantendo a chama em lume brando.
Após a sua cozedura, junte ao Millet mais um fio de azeite, alho e as ervas aromáticas indicadas ou outras a seu gosto, junte também o vinagre de ameixa, reduza tudo a puré, prove para encontrar o ponto do seu paladar, e disponha o cereal num tabuleiro para que arrefeça.
Toste numa frigideira sem adicionar mais nada, as sementes de sésamo, (de preferência, as escuras) até sentir o cheiro a tostado e observar uma pequena expansão das sementes, este processo dura cerca de 5 minutos em chama média. 
Após ter tostado as sementes, coloque-as num almofariz e moa até obter uma consistência mais homogénea, e reserve.
Humedeça as mãos e molde o Millet da forma que mais lhe agradar, neste caso a escolha foi em croquete.
Passe os croquetes pelas sementes moídas e frite em óleo, não necessita de tapar completamente o croquete. Vire para fritar de ambos os lados até dourar, o que acontecerá em tempo breve.
Utilize óleo de amendoim, coco ou azeite e não reutilize o óleo.
Acompanhe sempre os fritos com nado ralado, rabáno ou rabanete e com isso facilitará a digestão do óleo.
Estes croquetes foram acompanhados com pickles de nabo, falaremos sobre eles mais tarde.
Cenas da próxima receita..

Natália Rodrigues Porto






sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Muesli

As manhãs começam rapidamente, já quase nenhum de nós tem tempo para apreciar o tempo.
A higiene pessoal, os cuidados que antecedem a saída de casa, onde não "casamos" com o prazer que tantas vezes gostaríamos, são as música mais tocadas dos nossos começos.
Pequeno-almoço. A palavra contém em si a resposta para aquilo que o nosso corpo deveria receber pela manhã: Cereais, vegetais, sementes, sopas. O mesmo que almoçamos de forma mais reduzida e leve.
O ideal é sempre algo por alcançar, nunca estamos lá e quando lá chegamos outros ideais se levantam.
O que comemos de manhã é um lanche o sabor doce assume o tom preferido.
Mudar rotinas carece de muito treino, de muita persistência e acima de tudo de muita consciência.
Enquanto não conseguimos subir todos os degraus para novos pequenos-almoços fica uma receita: Muesli caseiro.
 Este você sabe o que contém, sabe como faz e de certeza que lhe saberá muito bem.
Pode colocá-lo num creme de maçã, num iogurte natural (que poderá tomar de acordo com a sua condição, esporadicamente), num sumo de fruta, numa bebida de cereal, de arroz, aveia, espelta.

Muesli (Para encher um frasco de 500ml)

Ingredientes

  • 200g de flocos de aveia integral grossos
  • 100g de flocos de aveia integral finos
  • Raspa de 1 limão
  • 1 pitada de sal
  • 1 Chávena de café de óleo de coco
  • 2 Chávenas de café de geleia de arroz
  • 1 Chávenas de café de nozes picadas
  • 2 Chávenas de café de tâmaras
  • 2 Colheres de sopa de chia
  • Papel vegetal
Confeção

Forre um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e reserve.
Numa taça coloque os dois tipos de flocos de aveia, acrescente o óleo de coco depois de o derreter em banho maria, envolva o óleo muito bem de modo a que todos os flocos o absorvam, junte a raspa de limão, as nozes, as tâmaras e as sementes, o sal e por fim a geleia. Mexa muito bem e coloque grosseiramente em cima do papel vegetal, leve ao forno a 180g, durante aproximadamente 10 a 15 minutos, mas durante esse tempo mexa tudo várias vezes. Quando apresentarem um cor ligeiramente tostada, retire do forno e coloque para arrefecer, assim que estiver morno, desfaça com as suas mãos os blocos maiores. 
Coloque o muesli num frasco depois de arrefecer totalmente e feche depois bem.
Tenho a certeza que todos gostarão, e se for criativo até poderá decorar o frasco e oferecer aos amigos, eu já recebi um e adorei.
Esta receita é um exemplo, mas poderá sempre manter as quantidades e variar as sementes e as oleaginosas de modo a obter sabores diferentes.
Espero que goste e agora mãos nos flocos.


Natália Rodrigues



terça-feira, 12 de janeiro de 2016





Transportar comida nem sempre é fácil e por vezes é necessário.
A ideia de levar comida dentro de um frasco por camadas, em que cada uma se completa com a seguinte é simplesmente maravilhosa, não é minha, mas sou fã dela. E afinal o que é a nossa vida? Senão uma sucessão de acontecimentos em camadas?
Os frascos devem ser de vidro e de preferência com uma tampa acompanhada por uma borracha que protege e isola o alimento e evita não só a perda de líquido para o exterior, como também impede a oxidação.
O tamanho do frasco é também muito importante, pois quando menos espaço vazio existir melhor, para evitar a degradação. Compre alguns tamanhos diferentes de acordo com as quantidades que consome na sua refeição.
No verão esta forma de transportar comida, desde que se tenha em conta que o calor ajuda à decomposição, torna-se muito atractiva.
De inverno também pode ser interessante, para aqueles que não necessitam da comida muito quente.

No fundo do frasco deve colocar-se o molho, o molho deverá ter vinagre de ameixa, shoyu ou sal envolvidos com outros ingredientes de modo a promover a conservação.
Exemplos e possíveis de combinações para molhos:


  • 1 colher de sopa de azeite, 1 colher de chá de shoyu, sumo de 1/2 limão pequeno e 1 colher de café de mostarda (em pasta)

  • 1 colher de sopa de azeite, 3 gotas de vinagre de ameixa, 3 gotas de vinagre de arroz, 1 colher de chá de óregãos

  • 1 colher de óleo de sésamo tostado, 1 colher de café de concentrado de maçã e 1 colher de café de flor-de-sal


Depois de colocar o molho no fundo do frasco, coloque um cereal à sua escolha cozinhado, aqui ficam alguns exemplos para se inspirar


  • 1 chávena de chá de arroz integral
  • 1 chávena de chá de couscous 
  • 1 chávena de chá de quinoa
  • 1 chávena de chá de milet

Em vez dos cereais pode colocar leguminosas cozinhadas tais como:

  • Feijão-frade
  • Lentilhas
  • Grão
  • Feijão azuki

Por cima do cereal ou da leguminosa (não convém misturá-los  para evitar as fermentações.
coloque vegetais e sementes tostadas. Os vegetais podem ser salteados, escaldados, pickles, ou crus. As sementes podem estar tostadas ou cruas, tais como:

  • Cenoura e couve coração salteadas
  • Brócolos escaldados 
  • Agrião cru e cenoura ralada
  • Alface e rebentos de soja
  • Cenoura e nabo ou rabanete ralados
  • Couve-flor e cenoura escaldados
  • Beterraba cozida

Sementes podem variar-se entre:

  • Sementes de sésamo tostadas
  • Sementes de girassol ou de abóbora 
  • Amêndoas picadas
  • Nozes partidas

Pode ainda utilizar, misturados com os cereais ou com os vegetais, algas.
E podem preparar sobremesas em frasco com: frutas e cremes ou compotas de frutas com muesli caseiro.
Experimente oferecer a alguém uma refeição apresentada desta forma, acompanhe o frasco com um bilhete a dizer:
 Abre e pede 3 desejos, porque esta ideia é de génio.
Surpresas acontecerão tenho essa convição. Partilhe comigo...


Natália Rodrigues 








sábado, 27 de dezembro de 2014

Azuki e cevada


Antes de nascer é muito provável que nos seja dada a  beber  a poção mágica para nos libertar da memória.  
Seria seguramente mais fácil (em alguns aspectos) se nos recordássemos de onde viemos e para onde vamos. Mas não seria uma experiência tão verdadeira como a vida pretende que seja. Seria idêntico a termos as respostas de um teste antes de o fazermos.
Desconhecendo tudo em relação às nossas origens e todas as aprendizagens, temos a grande oportunidade de começar de novo.
Esquecidos do berço que nos continha, nascemos para os braços de alguém, para iniciar um ciclo de novas aprendizagens.
É essencial que estejamos muito presentes em tudo o que nos acontece. Cada segundo é uma gota da eternidade.
Com a poção mágica do esquecimento, não podermos saber o que, nem com quem combinámos crescer, resta-nos confiar que temos um guia para nos direccionar e o coração no peito para nos guiar.




Receita para recordar o que é preciso transformar
Sopa de feijão azuki e cevadinha





O azuki é um feijão e como tal pertence ao grupo das leguminosas. É conhecido pela a ação benéfica que possui para o bom funcionamento dos rins.
Os rins são órgãos responsáveis (entre outras ações) por filtrar o sangue. O sangue representa, a família e a vida.
 O sangue percorre o seu caminho pelas estradas do corpo e chega ao rim, enviado pelo coração. O coração é o órgão da partilha.
Para termos uma vida filtrada, circular com alegria e partilha, precisamos que os rins estejam em seu pleno funcionamento.
A cevadinha é uma variante do cereal mais conhecido por cevada.
Este cereal contribui para o bom funcionamento do fígado.
O fígado tem entre várias outras funções a responsabilidade de eliminar toxinas. Ele e os rins cuidam da nossa vida e do nosso sangue.
Para sermos equilibrados, precisamos estar libertos de "venenos."

Com esta sopa poderá fazer de todos os dias um novo dia.
Faça esta receita sempre que sentir que a sua vida não está a fluir, e sempre que pressentir que a partilha escasseia nos seus dias.

Receita (4 pessoas)
Ingredientes

  • 150 gramas de feijão azuki
  • 100 gramas de cevadinha
  • 1 fatia de abóbora cabacinha ou hokaido
  • 1 cebola
  • 1 fatia de couve coração

Confecção

Demolhe o feijão juntamente com a cevada durante 6 a 8 horas.
Deite a água fora onde os alimentos foram demolhados, e cozinhe ambos durante 40 minutos. (se desejar que seja mais rápido pode cozinhar em 20 minutos na panela de pressão), com o triplo do seu volume em água e uma tira de 3cm de alga kombu (esta alga deve ser sempre utilizada na cozedura das leguminosas, porque contém minerais que ajudam na digestão e evitam a formação de gases).
Passado o tempo de cozedura mexa para sentir a sua consistência, se achar que está muito espessa, acrescente mais água (pode ser fria) e se achar que está mais liquida, não se preocupe pois ainda terá de adicionar os vegetais.
Lave a cebola, dispa-a com delicadeza, corte-a em cubos pequenos, coloque dentro da sopa, mantenha o volume da chama de modo a que a fervura aconteça de forma suave.
Proceda de igual forma com a abóbora, corte em pedaços pequenos, adicione à sopa, e por último acrescente a couve também cortada em pedaços que podem ser médios. Junte uma pitada de sal, a suficiente para dar à sopa o seu real sabor (escolha sempre o sal marinho não refinado). Tape e deixe os legumes conversarem uns com os outros, para que os sabores se harmonizem, durante 15 minutos. Ao fim deste tempo destape a panela, prove e sinta, pode rectificar o tempero e acrescentar mais uma pitada de sal, acrescente também um fio de azeite e umas gotas de vinagre de ameixa (atenção este vinagre é salgado, terão de ser mesmo umas gotas). Apague e se desejar acrescente hortelã.
Sente-se e aguarde 5 minutos antes de servir a sua sopa. Coloque uma música relaxante e acenda uma vela.  Com a sua sopa na tigela, comece a degustá-la, deixe-se levar pelos sabores e sinta a sua alma a ser temperada.

Natália Rodrigues Porto









quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Caldo de miso

                 

"O mar limpa, o campo regenera."
Certa manhã caminhei durante algum tempo entre árvores, e fui olhando cada uma pausadamente.
As árvores são como os mestres, e passam despercebidas.
Imóveis no seu terreno, assistem ao desenrolar de muitos episódios, sem se deixarem influenciar, sem tentarem controlar, elas cumprem o seu tempo de vida. Enchem de beleza o lugar que ocupam e falam através um silêncio encantador.
Com todos estes pensamentos a caminharem comigo, parei em frente a um plátano.
O vento soprava ousado e as folhas desprendiam-se devagar  dos seus braços de madeira.
Sem me mexer olhei para lá do vento e do tempo e procurei a tristeza da perda naquele ser.
Mas não a encontrei. O plátano quase nu estava cercado por um tapete de folhas secas que abandonaram o seu corpo. Mas árvore continuava firme e estável.
Sem mexer os meus ramos, pensei em mim e na fragilidade que sinto, sempre que perco algo que penso pertencer-me.
 Se eu tivesse a sabedoria de uma árvore, simplesmente deixava-me ir com as circunstâncias e mantinha-me estável, cheia de esperança pela certeza de que tudo mudaria, numa Primavera qualquer.
Faz sentido que o campo nos ajude a regenerar, porque é habitado por seres que sabem como viver sem apego e a necessidade de controlar.
Falta-nos ainda alguma aprendizagem para chegar a este patamar, saber entregar o que a vida nos pede para largar.

Natália Rodrigues Porto

Receita para desapegar

Caldo de Miso (receita para 2 pessoas)




Ingredientes
  • 1 Cebola (pode ser substituído por cenoura, nabo ou abóbora)
  •  5 tiras Daikon (tiras de rábano seco, que promovem o bom funcionamento do fígado e a vesícula)
  •  2cmWakamé (alga)
  •  Miso
  •  Tofu (opocional) no caso de colocar tofu, adicione quando juntar os legumes
  • Cebolinho

Confecção
 Coloque água ao lume com uma pitada de sal, (este caldo tem de ser consumido no dia em que se faz, por isso a quantidade depende do número de pessoas que o vai consumir).
 Quando a água ferver junte cebola cortada às meias luas, e umas tiras de daikon, acrescente alga wakamé cortada às tiras, cozinha tudo junto durante 20 minutos.
 Retire um pouco do caldo e dilua o miso, na proporção de 1 colher de sobremesa por cada tigela de sopa, junte à sopa e assim que iniciar a fervura apague.
Sirva com cebolinho, alho francês picado, hortelã ou outra erva aromática do seu gosto. 
Sente-se calmamente, feche os olhos e imagina o seu corpo interior a ser "banhado" por este caldo morno e com sabor a mar a inundar o seu estômago e sinta como a saúde pode estar contida em gestos simples, como este.



Miso
O miso é uma pasta que resulta da fermentação do feijão de soja com sal. Pode também conter cereais, tais como o arroz e a cevada, que são geralmente os mais aconselhados para uso diário.
Os alimentos fermentados contêm bactérias, que contribuem para um equilibrado funcionamento do sistema digestivo.
O corpo necessita deste tipo de alimentos para alimentar a flora intestinal e com isso reforçamos as nossas defesas. "cultivamos no nosso terreno as sementes da saúde".
Este caldo é um verdadeiro elixir para a sua vida.


Nota: Prefira este produto embalado em vidro e leia o rótulo para ter a certeza de que não é pasteurizado.

Bom apetite!

Natália Rodrigues Porto








sábado, 13 de dezembro de 2014

Trigo sarraceno




Eu costumo perder com alguma frequência o chapéu de chuva.
E hoje que chove apercebi-me disso uma vez mais. Por acontecer tantas vezes resolvi sentar-me e pensar sobre o assunto.
 É incrível a quantidade de imagens que chegam até nós quando decidimos parar. 
O emaranhado de ideias que se apresentam à nossa mente sempre que o corpo se aquieta.
Se continuarmos, depois de um momento intenso e até incomodo, o pensamento acalma-se e nós ficamos entre as coisas, não fazemos parte delas, elas não fazem parte de nós.
A chuva continuava a cair, indiferente à ausência do meu chapéu. Quando ela chega, nós temos de estar preparados, porque apesar de gentil, ela não se padece com o nosso mau estar. 
Quando o céu precisa chorar, simplesmente chora, e nós ou nos molhamos ou nos protegemos.
Sentada em frente ao ecrã do tempo vi a chuva a cair e apercebi-me que talvez eu não me importe de sentir a chuva. Quando paramos, a tempestade abranda dentro de nós, e é  a essa que precisamos dar atenção para que não fiquemos "molhados" pela desordem da mente.

Natália Rodrigues Porto


Trigo sarraceno



O trigo sarraceno, também conhecido como trigo mourisco, é isento de glúten, pelo que pode ser consumido pelos intolerantes a esta substância. Possuí um elevado teor de proteínas, é rico em magnésio, ferro, rutina (vitamina P) e previne doenças cardiovasculares, arteriosclerose, diabetes e obesidade.
O sabor deste cereal pode ser para alguns considerado forte, por isso  o seu consumo em sopas, ou  saladas onde se juntam vegetais, oferece  a vantagem de minimizar o intenso seu paladar e deste modo dá tempo ao seu palato, até que capaz de o apreciar.
As nossas papilas gustativas também se educam, por isso não desista de um alimento, só por não gostar dele na primeira vez. Se tiver o conhecimento dos seus benefícios, dê o benefício da dúvida ao seu paladar e insista.
Este cereal é pelo conjunto dos seus nutrientes recomendado em casos de fragilidade física, estados de convalescença,  faz também parte do grupo de alimentos indicados, para aumentar a produção do leite materno e é recomendado ainda, para casos de baixa fertilidade, frigidez ou impotência sexual.
Dá-nos estabilidade e confiança, e pode ser ainda utilizado como emplastro para tratar edemas
Os alimentos são verdadeiros tesouros na nossa vida, se procura a riqueza, comece pela escolha do que consome, pois ser rico e não ter saúde, pode ser uma forma maior de pobreza.




 Receita para eliminar a turbulência da mente

Sopa de trigo sarraceno

Ingredientes
  • ·        1 Chávena de trigo-sarraceno
  • ·        6 Tigelas de água
  • ·        1 Cebola média
  • ·        2 Cenouras
  • ·        Nabiças
  • ·        Azeite
  • ·        Sal


Confeção
Coloque o trigo depois de lavado ao lume com o triplo do seu volume de água durante 20 minutos, que serão contados após a fervura (mantenha depois da fervura iniciar a chama baixa) com uma pitada de sal.
 Acrescente após este tempo, a água necessária de modo a obter o volume e a consistência desejada para a sua sopa (mais ou menos líquida) e quando esta iniciar a fervura acrescente os legumes:  cebola e a cenoura, finamente cortadas. Conte mais 10 minutos, Tempere com um fio de azeite verifique o tempero e acrescente mais uma pitada de sal se necessário, junte as nabiças e depois de 5 minutos  apague.
Adicione umas gotas de sumo de limão e deixe repousar uns minutos antes de servir.


Natália Rodrigues Porto









quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Espetadinhas de tofu



Cada lugar amplia o nosso lugar.
Cada lugar muda a nossa pessoa.
Quando cruzamos um lugar e trocamos um olhar, tudo à nossa volta pode mudar de lugar.
A senhora olhou-me e disse algumas palavras, poucas mas suficientes para que aquele lugar transporte consigo a sua recordação.
Desconheço quem é o organizador do tempo, do espaço e dos lugares onde os encontros se fabricam.
Mas consigo imaginar a importância que isso tem na vida de todos nós.
A senhora com um rosto redondo e rosado olhou-me nos olhos, disse algumas palavras e tornou-se parte de mim. A sua presença ficou guardada meu coração.
De cada vez que recordar aquele lugar, ela será a mascote, a bandeira a agitar num momento que não mais consigo apagar. E se alguma vez lá voltar, será dela em primeiro lugar que me irei recordar, pelo que disse e pelo que ficou por dizer.
"Adeus, até  nos encontrarmos outra vez." Disse ao partir.
Se eu conhecesse o organizador dos encontros, perguntava-lhe quando a voltarei a encontrar, mas como há coisas que não são possíveis, para que outras o sejam, resta-me continuar no meu lugar e viver sem esperar, sabendo por dentro que cada lugar é um pedaço de todos lugares e cada encontro é uma oportunidade.
A vida é como uma manta de retalhos. Em cada um, uma cor, um desenho, uma história.
Com o tempo deixaremos de nos preocupar com o seu tamanho, e viveremos cada pedaço com toda a intensidade que sentirmos.
Amadurecer é reconhecer que tudo está no seu lugar e que na hora certa nos iremos encontrar, até lá fica um Adeus a pairar.

Natália Rodrigues Porto


Tofu 

O tofu resulta da coagulação do leite de soja, por isso é uma "espécie de queijo" vegetal.
Ao contrário dos queijos comuns é isento de gordura, no mundo das proteínas ao qual pertence, é considerado um alimento leve e de fácil digestão. Com ele podem efectuar-se muitas receitas pois a sua textura permite diferentes hipóteses de manuseamento: Salteado, no forno, em pickles, em creme, sobremesa, etc.
Após abrir a embalagem, coloque o restante dentro de um recipiente cubra-o de água e acrescente um pouco de sal, deste modo prolongar o seu tempo de conservação que não é muito longo (3 dias 4 no máximo após a sua abertura)

Receita para festejar as pessoas e os lugares

Espetadas de Tofu e Legumes (receita para 4 pessoas)



Ingredientes
  • 400g de Tofu
  • 2 cenouras
  • 1 curgete
  • 200g de cogumelos
  • sal
  • shoyu
  • alhos
  • pimenta preta
  • 1 colher de  sopa de sementes de sésamo
  • óregãos
  • óleo de girassol
  • 150g de farinha de trigo espelta
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • água das pedras
  • 2 colheres de sopa de gengibre ralado


Confeção
Corte o tofu em cubos, os cogumelos em quartos e as cenouras e a curgete em círculos médios.
Disponha de forma alternada os legumes e o tofu no pauzinho da espetada. Coloque as espetadas feitas num tabuleiro e rege com shoyu, adicione alho picado, sumo de gengibre, um pouco de sal, pimenta preta e óregãos.
Deixe as espetadinhas a marinar durante 2h no mínimo.
Numa taça coloque a farinha e o amido, junte uma pitada de sal e as sementes de sésamo, adicione a água aos poucos de modo a obter um polme cremoso (mas não demasiado liquido). coloque-o no frigorífico durante 30 minutos.
Passe uma espetada de cada vez pelo polme, deixe escorrer um pouco e frite em óleo abundante. Depois de deixar escorrer em papel absorvente delicie-se com esta saborosa iguaria.





Natália Rodrigues Porto







segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Tarte cremosa de maçã


Deus fez o homem à sua semelhança, e à nossa semelhança que fazemos que temos.
Quando formos diferentes, faremos coisas diferentes.
Li um dia esta frase: "Quando um homem não viaja, o mundo viaja até ele."
Outras viagens podem acontecer no tempo de quietude, o qual permite que tudo entre, e que tudo saía.
A viagem da vida tem diferentes direcções; para fora e para dentro.
Se na primeira conhecemos outras realidades, que ilustram as nossas mentes, com cores diferentes e acrescentam outras maneiras de viver.  A segunda pode acontecer através de um livro, que nos transporta com as suas palavras para outros cenários.
Estar e ir, duas formas distintas de movimento.
Podemos sempre viajar, até nos dias em que não saímos do mesmo lugar.
 O tempo e o espaço são  capas do livro, que utilizamos para nos guiar.

Receita para sonhar e viajar
Tarte cremosa de maçã


Ingredientes
Recheio

  • 10 maçãs médias doces
  • 2 pacotes de natas de aveia ou soja
  • 1 chávena de chá de geleia de arroz
  • 3 colheres de sopa de amido de milho
  • 1 colher de sopa de agar-agar
  • raspa de 1 limão
  • canela em pó

Base
  • 150g de farinha de trigo espelta
  • chávena de chá mal cheia de óleo de girassol, coco, milho ou azeite
  • chá de limão
  • 1 colher de café mal cheia de flor de sal
Confeção
Comece por fazer a base, coloque a farinha e o sal numa taça, junte o óleo aos poucos, e envolva bem de modo a obter uma massa areada, em que não vê óleo, mas observa que a farinha está totalmente envolvida nele. Junte aos poucos o chá arrefecido, até obter uma massa que não cole às mãos. É muito importante que junte devagar este chá, para não colocar a mais. Envolva tudo muito bem tudo e deixe a massa a descansar durante 15 minutos.
Descasque as maçãs e coloque-as numa taça cobertas de água e uma pitada de sal durante 3 minutos a fim de não oxidarem.
Num copo alto emulsione as natas com a geleia, a raspa do limão, o amido e a agar-agar, reserve.
Estenda a massa e forre uma tarteira depois de a untar com um pouco de óleo. Corte as maçãs ao meio e depois em fatias finas, coloque as fatias no fundo da tarteira, cubra com o creme obtido com as natas de aveia e leve ao forno pré-aquecido a 180g.
Esta tarte fica melhor 4h depois de ser confeccionada, adquire uma consistência maior.
Antes desse período não é fácil cortá-la.
Sirva polvilhada com canela em pó.

Natália Rodrigues Porto







terça-feira, 18 de novembro de 2014

Milet (milho painço)




Diz-se que há uma idade em que as perguntas são o tema principal e chamam-lhe a idade dos porquês.
Durante essa fase, pais e educadores esforçam-se para conseguirem corresponder aos anseios dos seus questionadores. A tarefa não é de todo fácil, quando tentamos explicar a uma criança de 4 anos o fenómeno da gravidez, o aparecimento do homem, o nascimento da terra, o que é uma estrela, ou para onde vai a água quando o mar está vazio.
Conhecer um tema não garante êxito na sua explicação e por vezes torna-se difícil conseguir sintetizar ou substituir as palavras com as quais nos sabemos explicar.
Descobrir o porquê das coisas é sem dúvida algo que todos nós procuramos, mesmo passada a idade dos porquês.
Perdida no encontro comigo, pensei se haverá algo que se perde ao adquirimos conhecimento.
A passar a ponte que vive sobre o rio, olhei o céu e fui surpreendida por um lindo e grande  arco-íris.
Olhei-o sem perder o rumo do volante, e nesse olhar senti-me completa e totalmente preenchida pelas suas cores.
Não tive nenhuma vontade de perguntar nada. Talvez porque a saiba, ou talvez porque também há uma idade, em que as perguntas já não precisam de respostas e os porquês deixam de ser o tema principal.
As palavras dizem muito e deixam muito por dizer. As explicações ensinam-nos muito e mostram-nos também o quanto nos falta saber.
De olhos fixos na beleza daquelas cores abandonei a necessidade de conhecer a origem e o fim e pensei, que talvez tudo seja uma ilusão, até as coisas sobre as quais achamos ter conhecimento.
Quando vires uma arco-íris agradece a visão.
Por muito que possamos querer perguntar, em alguns instantes só as cores nos conseguem saciar.



O Milet





O milet também conhecido por milho painço, é um cereal da família do milho e necessita apenas de 20 minutos de cozedura, para ficar macio.
Pode ser confecionado à semelhança do arroz branco, com todos os vegetais que desejar, pois  recebe com elegância o aroma e o perfume de tudo o que lhe juntar.
Para além da sua utilização em sopas, pode servir de acompanhento substituindo o arroz, massa ou batatas, com soberbas vantagens.
É isento de glúten muito nutritivo, de fácil digestão e dizem os terapeutas de medicina tradicional chinesa, que é indicado para melhorar as funções do estômago, baço e pâncreas.
Contribui para uma melhor gestão do nível de açúcar no sangue e promove o fluxo equilibrado das emoções.
O baço tem uma influência positiva em algumas qualidades como: a  flexibilidade, a paciência e a subtileza. 
Por isso aconselho o milet, para ampliar a paciência nos momentos em que o humor tarda em chegar.
Eu sou fã deste cereal.
E o leitor verá, que depois de o conhecer, ficará também.


Receitar para os momentos em que não sabemos como explicar

Creme creme de legumes


Ingredientes
·        1 Chávena de café de milet
·        1 Chávena chá de Abóbora
·        1 Chávena de chá de cenoura
·        1 Nabo
·        Sal
·        Azeite
·        Água

Confeção
Coloque o milet e os legumes previamente cortados, num panela, cubra com água, tempere com com uma pitada de sal.
Quando os legumes estiverem cozinhados, (cerca de 15 minutos) verifique o tempero e o volume da água, se necessário acrescente mais e depois de ferver novamente, junte um fio de azeite, apague e reduza a puré.
Sirva guarnecido com cebolinho, salsa ou coentros.





 Natália Rodrigues Porto

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pickles de rabanetes



Deslumbrada pela magia de um jardim, infiltro as minhas raízes no teclado mágico que traduz em palavras partes do que sinto.
A vida tal como o cinema tem um "trailer."
 Escrevi sobre flores e fiquei a pensar que flor poderia eu ser no mundo infinito das plantas. Uma vez solto o pensamento, o caminho inicia-se. Pode ficar a meio, ou nem passar do início, mas não podemos extinguir o seu nascimento.
Depois do meu pensamento ter começado a sua caminhada para além de mim, eu deparei-me com um jardim e fui inundada por uma vasta diversidade de árvores, plantas e flores. Os cheiros borrifaram-me a memória e eu recordei-me de tudo. Recordei que era parte da natureza e recordei que era natural o sentimento que me aflorava.
Enchi o olhar com a beleza daquele lugar e por mais que olhasse, menos queria parar de o fazer.
As orquídeas moravam por toda a parte, com muitas e diferentes cores. E eu aprendi algumas coisas que não sabia sobre elas. As diferentes espécies, alguns dos cuidados a ter.
Quando saí do jardim, senti-me plantada e lancei outro pensamento: Talvez eu possa ser uma espécie de orquídea humana.
Se puderes fica atento descontraidamente aos teus pensamentos, e verás facilmente como são espécies de sementes, que depois de pensados correm em busca de um terreno para se alimentarem e crescerem.
Orquídeas são boas de pensar, mas ervas daninhas é preciso ter cuidado para não as plantar.
A vida tal como no cinema tem intervalos, durante esse tempo cuida da tua semente e voa para fora da mente.

Receita para semear bons pensamentos

Pickles de Rabanete


Ingredientes
  • Rabanetes
  • sal
  • vinagre de ameixa
  • vinagre de arroz

Confeção
Corte em círculos finos os rabanetes, coloque-os numa taça de preferência de vidro, salpique com umas pedrinhas de sal, envolva bem o sal até que se desfaça. Repita a operação até segurar no vegetal e ser capaz de o dobrar sem o partir. Para 1 chávena de chá de rabanetes cortados a quantidade de sal é aproximadamente 1 colher de café. Quando chegar ao ponto dos rabanetes estarem macios e quase poderem ser dobrados, acrescente 3 gostas de vinagre de ameixa e 3 gotas de vinagre de arroz. tape a taça com um pano ou um guardanapo de papel e espere 2h no mínimo.
Esta preparação, auxilia a digestão de alimentos mais "pesados" ou com um maior teor de gordura.
E ainda por ser um vegetal fermentado aumenta a qualidade da flora intestinal e protege por acréscimo o sistema imunitário.
Rabanetes, rabáno e nabo também se pertencem ao grupo de alimentos indicados para auxiliar o fígado na digestão das gorduras. Utilize sempre que sentir necessidade de ampliar o funcionamento deste órgão. 
O fígado quando não está equilibrado perturba o nosso pensamento e deixa-nos instáveis, já diz o ditado para quem tem um feitio difícil: "Maus fígados" 





Natália Rodrigues Porto

sábado, 8 de novembro de 2014

Arroz integral



Cada alma é uma espécie de flor.
Cada flor necessita de um terreno, um clima e cuidados especiais.
Cada alma precisa de ser tratada como uma flor.
O corpo é o vaso da alma. O alimento a terra que enche o vaso.
Cada um de nós precisa conhecer a sua flor, para a poder correctamente proteger e alimentar.
Há catos que resistem a grandes temperaturas e tempos de secura.
Há plantas trepadeiras que precisam de um apoio para o seu crescimento.
Há flores que pedem sol e outras apenas luz.
Cada flor tem a sua história.
E cada alma tem também a sua.
Descobre que flor és e depois cuida de ti.
Presta atenção às tuas necessidades.
Para a tua alma desabrochar, precisas cuidar da tua flor (do teu corpo).

Receita para cuidar
Arroz integral


O arroz integral pertence ao mundo dos cereais. Existem muitas variedades de arroz: Longo, curto, selvagem, glutinoso, semi-integral, etc.
Ser arroz integral significa que depois de retirada a casca não foi retirada a película que protege o grão e que é essencialmente constituída de fibra.
A fibra nas quantidades corretas promove o bom funcionamento do aparelho digestivo.
O aparelho digestivo promove a qualidade do nosso sistema imunitário. 
O sistema imunitário promove a nossa sobrevivência.
Simples de confecionar, precisamos aprender a sentir o seu sabor através do treino da mastigação.
Podemos combiná-lo com outros alimentos tais como: leguminosas, algas, oleaginosas ou vegetais.
Quando conseguimos apreciá-lo cozinhado de forma simples, significa que atingimos um paladar requintado.
Gostar dos alimentos bem temperados é fácil, apreciar a essência de um alimento é descobrir-lo.
Também nós gostamos de ser amados pelo que somos.


Arroz integral  simples (receita para 4 pessoas)

Ingredientes
  • arroz integral de grão curto
  • sal
  • água
Confeção

Coloque a demolhar durante 4 horas a 8 horas, 2 chávenas de chá de arroz cobertas com o dobro da água num recipiente. 
Ao fim do tempo indicado, deite a água fora, coloque o arroz numa panela e acrescente 2 medidas de água para cada medida de arroz.
Leve a panela ao lume em chama média. Quando começar a ferver acrescente o sal, tape, baixe o lume. Cozinha durante 35 minutos.
Se optar pelo arroz de grão longo obterá um cereal mais solto, o arroz de grão curto indicado, fica sempre um pouco mais colado.
Espero que aprecie este cereal na sua versão mais original, há até quem nele se tenha "viciado" depois de ter o paladar apurado.

Natália Rodrigues Porto

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Creme de curgete com manjericão


Os dias em que nos sentimos mal, são mais longos do que os outros.
As horas em que a dor nos faz companhia, são mais longas do que as outras, e os minutos de desespero são muito maiores do que as horas de alegria.
O tempo é medido pelas nossas emoções. Quando estamos ocupados com o que gostamos nem nos apercebemos de como ele passa.
Há muito tempo que deixei de usar relógio, porque percebi que esse instrumento não me ajudava a conhecer o tempo. Servia-me apenas para ver as horas.
As pessoas que se atrasam frequentemente possuem um tempo interno, que é diferente do tempo que o relógio marca.
As que chegam adiantas anseiam competir com o tempo e temem ficar fora dele.
Como seria a nossa vida se neste momento o tempo deixasse de ser contado tal como o fazemos?
Seria o caos no mínimo.
Nós não sabemos viver fora deste tempo, atrasados, adiantados, na hora, estamos programados para servir este grande mestre.
Nos dias mais difíceis não olhes para o relógio. Fecha os teus olhos e encontra o teu tempo, acerta-te e seguramente algo mudará.
Mudar as horas pode não ser possível, mas se ajustarmos o nosso ritmo interno, sentiremos o tempo de outra forma.



Receita para não reparar no tempo

Creme de curgete com Manjericão 


Ingredientes

  • 3 curgetes médias
  • 2 cebolas  
  • chávena de café de milet
  • sal
  • vinagre de ameixa
  • azeite
  • manjericão

Confeção 
Retire a casca da curgete e reserve. Corte-a em pedaços médios e proceda de igual modo com a cebola. Numa panela coloque um fio de azeite e leve ao lume, adicione assim que o azeite estiver morno os legumes e saltei-os com uma pitada de sal, durante alguns minutos, baixe a chama e acrescente o milet  e a água apenas a cobrir, tape de deixar cozinhar durante 15 minutos em lume brando.
Ao fim deste tempo crescente a água para o volume e consistência da sopa que deseja, o sal para temperar e quando começar a ferver, junte as cascas da curgete, acrescente um fio de azeite. Cozinha tudo mais 5 minutos, apague o lume, reduza  puré e sirva com uma folha de manjericão.


Natália Rodrigues Porto